O primeiro texto que escrevi ano passado, foi um tema que vira e mexe me atravessa. Por que associamos liberdade com satisfação de prazeres sem levarmos em conta as consequências, por exemplo, beber uma cerveja é bom, não é? Neste primeiro texto, eu também fiz o compromisso de publicar no blog, e ressuscitei o meu blog, e após isso fiz a definição de escrita que muito me orgulho: “Ser escritor é ser alguém que escreve.”.
A terceira crônica foi sobre uma reflexão de como a IA pode ser uma salvadora, ou mais nada. Na quarta crônica eu continuo a investigação, tentando entender como a IA vai nos afetar, como ela aprende, como nós aprendemos. Quais as diferenças que existem entre nós? Faço uma observação fundamental que o aprendizado para nós humanos é na base da dor.
Será que transar com quem tem um relacionamento fechado é errado? Na quinta crônica, eu volto à ideia do prazer como fonte de sofrimento e não de felicidade.
As crônicas de 6 a 12 são todas trabalhadas por minhas impressões sobre minha primeira viagem internacional, que foi tão marcante, que é um tema que volta a ser mencionado na crônica 47, agora já mais maduro, discorro sobre intenção e constância.
“Por que eu sou alcoolista?”, é um texto que abro meu coração e a partir disso tento explicar porque o álcool destrói as pessoas, famílias, amizades e nós o tratamos como algo normal e banal. Foi o meu primeiro textão, e foi tão bom. Nesta altura, eu estava ainda tão acostumado com os textos do Instagram, que precisava fazer dez parágrafos, para cada parágrafo caber num slide do carrossel. Agora não. Eu era um escritor livre, eu poderia escrever quantas palavras eu quisesse escrever. E claro, já fiz, de maneira muito rebelde, 19 parágrafos! Ainda eram parágrafos curtos, mas nossa, como era bom não ter mais limites.
Na crônica 14, mais uma reflexão sobre a IA, tentando entender quais os limites éticos de seu uso. Há um limite ético? Quais as consequências de não usarmos? As máquinas vão produzir tudo e ficaremos de boa? Explico minhas impressões com o caso concreto do iFood, e no seu uso no dia a dia. Sinto muito te informar, você pode até não usar uma inteligência artificial como cliente final, mas certamente ela está completamente impregnada no seu dia.
Depois, penso num conceito que adapto a nossa realidade, quer dizer a nossa nova realidade. Como iremos existir nesse mundo? Um mundo repleto de IA? Só podemos nos tornar relevantes se aprofundarmos as nossas relações e atravessarmos todas as camadas de proteção das pessoas.
Você certamente já se questionou porque o Brasil não decolou. Por que não dá certo? Nesta crônica eu discuto aquilo que você deve escutar com frequência, o Brasil é rico, mas sempre falta algo para decolarmos como nação. Discuto isso nesta crônica.
Algo que me questiono há anos é sobre a vida. Existe um lugar que ao chegarmos tudo valeu a pena? Existe? Ou o caminho se faz caminhando? Discutimos isso nessa crônica e as implicações paradoxais que existem em um ou outro.
O décimo oitavo texto faz uma breve análise sobre o fenômeno que dizem ser a 4° Revolução Industrial.
Falando tanto de IA, e sobre o sentido da vida, eu não poderia deixar de trazer como a Literatura é uma arte tão fundamental, quando o ar que respiramos.
E nós vamos conversando, e escrever é meu hobby, mas ele começou a se tornar um peso para mim. E como cada vez os sistemas culturais que vivemos nos espremem como laranjas para arrancar de nós até nossa alma.
Confesso que no texto 21, fiz um resgate de um capítulo do meu livro: “Decifrando a leitura”, nele mostro como é feito o processo da leitura no nosso cérebro, e o quanto ela exige processamento de nós, não sendo algo tão fácil como é pregado por aí.
No texto 22, a minha ficha finalmente caiu. É onde eu finalmente entendi que sou um cronista. Neste texto, discutimos o que é uma crônica e como ela é um dos gêneros que mais conseguiu se adaptar às novas tecnologias.
Na crônica 23 sinto a necessidade de informar como o nosso sono impacta nossa vida. E mostro meu relato, o sofrimento que vive até conseguir ter um diagnóstico adequado e finalmente poder dormir.
Depois, na crônica 24, eu venho com alguns insights sobre um tema do qual eu sou fascinado, que é como nós aprendemos. Aprender uns com os outros é algo que faz um destaque na nossa espécie e nos permite não necessitar inventar o mundo a cada existência.
Se na crônica 24 falamos do corpo, na crônica 25 eu ouso desenvolver um guia falando como você deveria alimentar a sua alma.
Certamente você já ouviu o ditado: “Em casa de ferreiro espeto é de pau.”, na crônica 24 eu mostro que na minha casa não é assim. Na minha casa, minha esposa é uma leitora. E mostro que para vermos alguma mudança no mundo, precisamos antes ser essa própria mudança.
Na crônica 27 entramos em algo que eu julgo ser fundamental para a existência, que tem relação com nós aceitarmos a mortalidade. Aceitarmos que não somos seres infinitos e que é impossível viver todas as experiências que são vendidas. Não. Nós precisamos aceitar nossa limitação fundamental. Discutimos isso nessa crônica.
Depois nós voltamos ao aprendizado, nesse texto faço um lembrete dos nossos processos cognitivos para desenvolver o aprendizado.
Mas eu não conseguia ficar sem falar com IA, no texto 29 eu fiz uma comparação, outra vez, entre nossa inteligência e a super inteligência que supostamente é a IA, e aproveito para discutir o próprio conceito de inteligência, como nós a medimos e como nós ainda achamos justo que pessoas mais inteligentes recebam mais recompensas na vida, é isso realmente justo?
A crônica 30 é uma que tenho um carinho muito especial por ela. Me propus a pensar se existe uma vida melhor que outra. De alguma forma, nós temos dentro da gente a ideia de quem curte mais a vida, é mais feliz. Que uma vida comum, não é uma vida digna de ser vivida. E pautamos nossa felicidade nessa crença. Nesta crônica percorremos para descobrir se realmente uma vida é melhor que a outra.
“Uma breve história da vida que você escolhe” não é um título muito bom para um texto que começa perguntando se você se lembra da sua primeira decisão. Mas nós, cada um de nós, vai evoluindo. Na época que escrevi esse texto, eu estava reflexivo, pois tinha acabado a leitura do livro “Quantos eus não são meus” do padre Fábio de Melo. Então, eu refletia sobre quando que eu me formei como ser humano? Há algo em mim que faz eu ser eu mesmo, mesmo quando eu era uma criança, mesmo quando eu sou eu de 32 anos? Como pode ver, o título não faz jus ao texto, mas o caminho se faz caminhando.
Como eu sou fascinado pela ideia de aprendizado, volto a ele, mas de uma maneira diferente. A crônica 32 é um texto resenha sobre o livro “Dom Quixote”, e como nós somos a única espécie no mundo que consegue imaginar. É realmente uma pena que usamos nossas capacidades para machucar, torturar e matar.
Relendo os meus textos, chego a um que gosto muito, que é a crônica 33: “Manual não oficial da vida perfeita”, olhando hoje, não acho que colocaria esse título. É um texto tão interessante que dou algumas marteladas na ideia de felicidade e satisfação atreladas ao sucesso financeiro.
E chegamos ao texto que fez o maior sucesso, até então. A crônica 34, é uma que realmente me deu uma força maior de seguir escrevendo. Além de minha esposa, duas amigas leram, e deram o retorno de que aquelas palavras penetraram na vida delas fazendo-as ou pensar, ou buscar mais conhecimento, e isso foi algo que teve uma beleza indizível em minha vida. Realmente quis continuar escrevendo e me fez entender que escrever é o que adiciona contornos coloridos a minha existência.
Na crônica 35 eu abro o coração, e continuo falando sobre uma existência comum. Eu levo uma vida comum, um ser humano normal e qualquer, e faço reflexões sobre isso. E nesta crônica falo sobre as escolhas, que para o meu eu de hoje, julgo como ruim, mas que foram essenciais para me tornarem o que eu sou hoje.
“#0036 Você não vai chegar lá, e não importa o que você faça” é uma crônica que eu também uso minha vida particular para chegar a alguma generalização. Reflito sobre como há um engano que é destinado a cada um de nós sobre vivermos numa competição e que quando chegarmos em primeiro lugar tudo terá válido a pena. E a vida simplesmente não é assim.
E ainda nessa pegada de entender que nem todas as pessoas serão extraordinárias e que a beleza da existência se encontra nisso, escrevo a crônica 37, que é um desabafo e um pedido sobre como quero conhecer a história das pessoas que não chegaram lá.
E sim, o tema da vida comum foi um tema que me atravessou e eu precisei refletir sobre. E na crônica 38 analisamos outro aspecto importante, que é a ideia que uma existência só é válida quando ela deixa um legado. E claro, me posiciono dizendo que isso não poderia ser mais errado.
Finalmente o meu manifesto: “#0039 Em busca do inútil” é a crônica no qual eu digo que não quero mais uma vida para, que a minha vida e minha escrita necessitam ser completas nelas mesmas.
Quando cheguei a crônica 40, eu já estava um pouco cansado. Havia experimentado diversas formas de quantidade de escritas. Qual era o maior sonho? Conseguir produzir um texto fenomenal todos os dias. Mas isso é simplesmente humanamente impossível. Então, reflito sobre o papel da qualidade e da quantidade em nossas vidas.
Um texto pelo qual eu tenho o maior carinho é o: “#0041 O guia incorreto para construir uma empresa bilionária”, me diverti muito escrevendo-o, sobre como é “fácil” construir uma empresa bilionária, e depois mudar o significado dela, para parecer que ela é uma mocinha lutando para salvar o mundo, como se as empresas realmente se importassem com missão e não com lucro.
E espero que você esteja preparado, pois a crônica 42 é uma pancada em nosso ego, ela nos mostra como nós somos facilmente iludidos e achamos que sabemos as coisas, quando na verdade, não sabemos de muita coisa.
“#0043 Não é sobre resultados, é sobre pessoas” é uma crônica que tento expressar a minha gratidão a todas as pessoas que me leem. No final do dia o que importa são as pessoas e não os números sobre as pessoas.
O texto 44 é uma crítica literária a um dos livros que mais gostei: “Instruções para desaparecer devagar”!
O texto 45 me permiti “repostar” um dos textos que mais achei interessante que eu escrevi em minha vida, e claro, ele começou a ser escrito há dez anos, e foi finalizado há dez anos. Mas ainda o acho atual, e acho que fui bem feliz em escrevê-lo.
Continuei ousando nos formatos, e o texto 46 na verdade é um poema manifesto sobre a masculinidade. Num mundo em que os homens são tão violentos, precisamos combater a ideia de homens. Esses modelos de homens não nos servem mais.
A crônica 47 é uma que também foi bem interessante de escrever. Me inspirei em minhas próprias relações familiares para tentar entender porque nós odiamos tanto os nossos parentes.
E finalmente, por meio do: “#0048 A Terra ferve, e o sol nos sangra”, entrei num tema do qual eu negligenciei durante muito tempo. E claro, o planeta está fervendo e nós estamos nele. Viveremos ainda?
Num tom de encerramento, escrevi a crônica 49, que é sobre uma percepção sobre a vida, que deveríamos buscar uma maior intensidade em nossos momentos. Uma vida simples, mas intensa.
E a crônica 50, não é exatamente essa crônica, mas sim, a crônica que ainda postarei, a 51, que foi maior de todas, a que deu mais trabalho e que levou uma parte da minha alma, sem nenhuma dúvida: “#0051 Passar num concurso pode ser a pior coisa que irá te acontecer”, então leia.
Terminando de escrever essa crônica e olhando para todos os meus textos escritos neste ano, sinto realmente um grande orgulho, e uma vontade de dar uma vida maior, e fazer algum livrinho com essas crônicas, quem sabe o meu primeiro livro de crônicas.
#0050 O que aprendi escrevendo os 50 primeiros textos desse canal

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